Entenda o posicionamento do Conselho Federal de Medicina sobre inteligência artificial na elaboração de laudos.

Apesar de a inteligência artificial já ser parte da rotina, à medida que a tecnologia avança, surgem dúvidas importantes sobre a permissão e regulações sobre o seu uso. Principalmente como o CFM enxerga isso.

Hoje vamos explicar o posicionamento do Conselho sobre o uso de IA na elaboração de laudos e quais cuidados os radiologistas precisam adotar para utilizar as ferramentas de forma ética e segura.

Uso da IA nos laudos

De forma geral, o seu uso é permitido e reconhecido pelo CFM. O Conselho entende que ela pode apoiar a área e contribuir para melhorar os processos. Porém, ela deve ser apenas uma ferramenta de suporte. Ela auxilia na elaboração dos laudos, organiza as informações, identifica possíveis achados, entre outras atividades que não substituem a avaliação clínica ou tiram a responsabilidade do médico. 

O responsável é sempre o médico

Um dos principais pontos que o CFM deixa claro é que a responsabilidade do médico não pode ser transferida para os sistemas de IA.

Mesmo utilizando os recursos, o médico deve revisar o laudo, validar os dados e garantir que tudo esteja documentado corretamente. 

A IA é apenas uma ferramenta de apoio à decisão, por isso alguns cuidados são exigidos para seu uso.

  • Garantir supervisão médica: Toda a informação produzida pela IA precisa passar pela avaliação do médico responsável. Além de indicado no laudo o seu uso.
  • Proteção dos dados: As soluções utilizadas devem seguir as exigências da LGPD e adotar mecanismos que garantam a segurança dos dados clínicos.
  • Ferramentas confiáveis: Nem todas as IAs foram desenvolvidas para o uso médico, por isso o ideal é optar por aquelas pensadas para a saúde, que ofereçam transparência sobre os processos.

IA na medicina é para apoio, não substituição

Na radiologia e em outras especialidades diagnósticas, essas tecnologias já ajudam a reduzir tarefas repetitivas, aumentar a produtividade e otimizar fluxos de trabalho. Ainda assim, o CFM deixa claro: a decisão final é da parte do médico.

A tendência é que a presença da IA na medicina fique cada vez mais comum. Nesse cenário, o uso responsável é o que destaca os bons profissionais. Já que a IA é uma aliada para os médicos dedicarem mais tempo aos pacientes enquanto produz o que é manual.

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