Técnica de ressonância magnética pode superar as biópsias invasivas para analisar a eficácia do tratamento do câncer de mama

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O objetivo dos pesquisadores é, além de substituir biópsias invasivas, acabar com a administração de tratamentos que não estão funcionando e os efeitos colaterais que os acompanham.

Uma nova técnica de imagem baseada em ressonância magnética pode determinar rapidamente se os tratamentos do câncer de mama estão funcionando de forma eficaz, de acordo com um estudo publicado recentemente.

A abordagem, conhecida como hiperpolarização, magnetiza moléculas em um forte campo magnético para avaliar se os medicamentos contra o câncer estão limitando o crescimento do tumor.

Embora o método só tenha sido testado em modelos de camundongos até agora, os pesquisadores da Universidade de Cambridge acreditam que ele pode eventualmente substituir biópsias de tecido invasivas.

“Graças aos avanços nos tratamentos de câncer, nossos medicamentos estão se tornando cada vez mais direcionados, mas nem todos os medicamentos funcionarão em todos os casos – alguns tumores são resistentes a medicamentos específicos”, relata Dra. Susana Ros, do Cambridge Cancer Research UK Institute.

“O que precisamos são biomarcadores – assinaturas biológicas – que nos digam se uma droga está funcionando ou não”.
Quase 70% de todos os cânceres de mama são considerados positivos para o receptor de estrogênio, com muitos ativando uma enzima (PI3KCA) que permite que as células cancerosas cresçam de forma rápida e incontrolável.

Para a pesquisa, Dra. Ros e colegas retiraram essas células de pacientes e as fizeram crescer em avatares de camundongos.

Eles determinaram que os tumores resistentes a drogas conhecidas como inibidores de PI3K continuam a gerar FOXM1, uma proteína envolvida na regulação do crescimento celular.

Com base nessa descoberta, a equipe desenvolveu sua técnica de hiperpolarização que, como uma ressonância magnética tradicional, usa uma solução injetável para visualizar se FOXM1 está presente nas imagens dos pacientes.

Esse biomarcador, eles observaram, indica que um medicamento não está funcionando como deveria.

Do jeito que está, os pacientes geralmente precisam esperar um pouco para saber se o tratamento está funcionando. Essa técnica de imagem, eles observaram, poderia reduzir o período de espera e personalizar os tratamentos.

“No futuro, isso pode nos fornecer uma avaliação rápida de como uma paciente com câncer de mama está respondendo ao tratamento sem a necessidade de biópsias invasivas”, afirma o autor sênior do estudo Kevin Brindle, da Universidade de Cambridge.

“Essa informação pode ajudar a acabar com a administração de tratamentos que não estão funcionando e os efeitos colaterais que os acompanham”.

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