Alta é mais rápida quando médicos recebem exames nos smartphones

Smartphones, exames e o atendimento emergencial de pacientes

 

O papel estratégico dos smartphones no atendimento emergencial

A longa espera pelos resultados de exames para determinar se pacientes recebem alta ou não é muitas vezes a parte mais difícil de uma atendimento emergencial.

Segundo o American College of Emergency Physicians, uma maneira de reduzir o tempo de avaliação para alta, avalia a possibilidade dos médicos de emergência receberem resultados de laboratório em seus smartphones, de acordo com estudo publicado na Annals of Emergency Medicine.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes do atendimento emergencial com dor no peito gastaram 26 minutos menos esperando a alta quando os médicos receberam os exames nos smartphones, em comparação com quando os médicos esperavam que os resultados aparecessem no sistema de gestão do hospital.

Para os pacientes que aguardam os resultados do laboratório, 26 minutos são significativos, mesmo que o processo através do smartphone não reduzisse o tempo total de permanência significativamente”, disse a autora do estudo, Dra. Aikta Verma, da Universidade de Toronto em Ontário, no Canadá, em um anúncio.

Os pesquisadores realizaram um estudo randomizado incluíndo notificações nos smartphones dos médicos relacionados aos níveis de troponina. Pacientes com dor torácica têm sangue coletado para testar os níveis de troponina, sendo que níveis elevados indicam um ataque cardíaco. Por fim, os pesquisadores selecionaram aleatoriamente médicos que receberiam alertas com os resultados através de seus smartphones.

Como resultado, eles descobriram que levou precisamente 68,5 minutos para os médicos que receberam os alertas no telefone acessarem os exames e tomarem uma decisão em relação a alta do paciente. Por outro lado, demorou 94,3 minutos para os médicos que não receberam os alertas em seus dispositivos móveis.

Verma disse acreditar que outros resultados, como exames de radiologia, sinais vitais e resultados laboratoriais críticos, também poderiam ser compartilhados via smartphones. No entanto, como muitos alertas podem se tornar uma distração, os pesquisadores acreditam que um estudo adicional é necessário para determinar o número ideal e o tipo de alertas que os médicos devam receber.

Enquanto isso, Verma recomenda que os hospitais ao menos usem o sistema de alertas para melhorar o fluxo operacional para pacientes com dor torácica.

Fonte: http://newsroom.acep.org/news_releases?item=122834

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