Erros que radiologistas à distância não podem cometer!

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Apesar dos recentes avanços da tecnologia no setor, é comum que alguns erros em laudos de exames por imagem acabem acontecendo

 

De acordo com pesquisas, cerca de 4% das interpretações radiológicas à distância possuem erros de alguma espécie. São inúmeros os fatores que podem levar a esse contexto, mas existe um predominante em quase todos os casos.

A falta de informações prévias sobre o paciente, e também das expectativas dos médicos solicitantes em relação ao exame. Radiologistas são profissionais especializados. Ou seja, não é difícil para eles fazer um diagnóstico a partir das imagens em alta resolução que recebem. No entanto, o que muitas vezes acaba induzindo ao erro é a falta de destaque a itens que deveriam ser prioritários dentro da análise de determinados exames.

Levando em consideração tal cenário, confira a seguir alguns erros que um radiologista não pode cometer na hora de emitir laudos à distância.

1 – Falta de dados clínicos do paciente
Eis um dos maiores fatores que pode acabar levando à incidência de erros na hora de laudar exames por imagem. Tanto presencialmente quanto à distância.

Para que isso não aconteça, é preciso que o médico solicitante detalhe de forma bastante clara aquilo que deseja ver com o exame, e que essa informação também esteja disponível para o técnico que realizará esse exame.

Somada às orientações do médico, as observações do técnico que operou as máquinas também devem chegar ao radiologista. De posse de tais informações, voltará sua atenção para o que for prioritário no exame.

2 – Erros de percepção
Quando o cenário acima não acontece, é comum que o radiologista responsável por laudar o exame cometa erros de percepção. Erros de percepção nada mais são do que julgar um determinado ponto da imagem como mais importante, quando o foco do médico que fez a solicitação do exame está em outro lugar.

Nos casos em que o médico solicitante deixa de repassar as instruções, é praticamente impossível que o radiologista consiga voltar sua observação para o foco do exame, já que não sabe do que se trata. No entanto, esse erro também costuma ser cometido devido à falta de atenção e excesso de distrações, o que deve ser evitado.

3 – Efeito moldura
Ainda relacionado aos erros anteriores, o efeito moldura diz respeito a quando o radiologista avalia apenas o indicado pelo médico. Assim, o radiologista acaba deixando de lado todos os outros itens da imagem, que também podem trazer informações significativas.

Para evitar que isso aconteça, cabe ao radiologista levar em consideração o que for solicitado pelo médico. O que não quer dizer que deva deixar de observar os outros itens que compõem a imagem do exame.

Caso note alguma anormalidade e que seja digna de ser reportada, deve incluí-la no diagnóstico. Assim, o médico responsável poderá tomar as devidas providências. O laudo é o documento mais importante dentro do processo de construção de diagnóstico,. Ou seja, nenhuma possibilidade deve ser descartada ou ignorada.

 

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