O que os novos estudos dizem sobre a mamografia?

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Estudos publicados recentemente mostram como a mamografia reduz mortes por câncer de mama mas também aumenta o número de biópsias.

Estudo publicado no último dia 8 de novembro no periódico Cancer, comprova que mulheres que realizam exames de mamografia regularmente tem 47% menos chance de morrer de câncer de mama.

A taxa de mortalidade do estudo dá conta dos 20 anos que seguem os diagnósticos. Sendo que 95% das mortes por câncer de mama acontecem nesse intervalo de 20 anos.

O estudo analisou dados como histórico de rastreamento, incidência de câncer de mama e dados de morte específicos da doença na Suécia. Além da redução de quase metade das mortes pela doença, o estudo também chegou à conclusão que os casos diagnosticados precocemente são tratados de forma menos agressiva. Ou seja, a adesão à mamografia reduz mastectomias, cirurgias e quimioterapias.

Mesmo com os avanços nos tratamentos da doença, mulheres que realizam o exame periodicamente ainda tem mais chances de sucesso no tratamento.

Os números da doença em homens – por serem significativamente menores – não são rastreados, mas se mantêm praticamente inalterados.

Levando em conta a descoberta, mamografias continuam sendo recomendadas por órgãos de saúde do mundo todo como forma de prevenção do câncer de mama.

Mamografia e biópsia
Com o aumento do número de mamografias digitais, aumentou também o número de detecção do câncer de mama e, consequentemente, das biópsias. Esse aumento também acabou resultando em muitos falsos positivos que fazem biópsia quase que sem necessidade.

O estudo sugere que há áreas para melhoria no valor preditivo positivo e na taxa de interpretação anormal para que cada vez menos pacientes precisem passar pelo procedimento sem necessidade real.

Junto com o entusiasmo pelo aumento da taxa de detecção de câncer, veio o reconhecimento de uma taxa de falsos positivos mais alta, o que requer estudo adicional e trabalho para melhorar o efeito.

O estudo teve algumas limitações, incluindo o fato de que os autores não conseguiram calcular os percentuais para a distribuição das características do câncer diagnosticadas com exames de acompanhamento de curto intervalo entre os radiologistas.

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