Mulheres com doenças crônicas realizam menos mamografias

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Estudo do Massachusetts General Hospital mostra como doenças crônicas desencorajam mulheres de realizar os exames preventivos contra o câncer de mama.

Mulheres que vivem com doenças crônicas tendem a adiar acompanhamento e rastreio do Câncer de Mama. É o que indica um estudo realizado no Massachusetts General Hospital, nos EUA, publicado no Journal of Women’s Health.

De acordo com o estudo, isso ocorre possivelmente pelo desgaste causado devido aos tratamentos de suas doenças crônicas.

O estudo foi dirigido pelo Dr. Randy Miles e seus colegas do departamento de radiologia do Massachusetts General Hospital. Eles analisaram casos de 9.575 mulheres entre 50 e 64 anos que foram diagnosticadas com câncer de mama em 2005 e tiveram pelo menos oito anos de acompanhamento.

Como foi realizado
Quando os pesquisadores se aprofundaram nos dados dessas mulheres, descobriram que 17,7% dessas mulheres (1.669), também foram diagnosticadas com doenças crônicas pelo menos três meses antes da última mamografia.

Dentre as doenças estão fibrilação atrial, insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes tipo II, doença cardíaca, doença vascular periférica – ou mais de um dos itens acima.

As mulheres que apresentaram uma ou mais dessas doenças tiveram menos registros de mamografia de rastreamento quando comparadas às demais.

Além disso, de acordo com o estudo dirigido por Dr. Miles, quanto mais doenças crônicas as mulheres apresentaram, menor eram as chances que ela fizesse os exames de prevenção do câncer de mama. Já aquelas que tinham apenas uma doença, apresentavam taxa de exames similares a das mulheres sem nenhuma doença.

Conclusão
“Apesar de ter expectativas de vida mais longas, as mulheres com doenças crônicas específicas podem experimentar barreiras adicionais à captação de exames de mamografia, o que provavelmente é composto pela carga de desgaste de ser simultaneamente tratada por múltiplas condições crônicas”, afirma Miles, diretor do estudo.

Ele conclui que o tempo que essas mulheres passam no hospital deve ser aproveitado por profissionais da saúde para convencê-las da importância dos exames preventivos. “Interações de cuidados de saúde aumentadas vistas neste grupo podem representar oportunidades perdidas para melhorar a aderência à triagem.”

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