Mulheres ainda enfrentam desigualdades na área da radiologia

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De acordo com pesquisa do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia, mulheres ainda encontram desigualdades na área da radiologia no Brasil.

Realizada pela Revista CONTER, do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia, uma ampla pesquisa sobre a identidade profissional de homens e mulheres técnicas e tecnólogas mostra as desigualdades de gênero dentro das suas áreas de atuação.

Desemprego
A principal desigualdade se mostra nos números relacionados ao desemprego de profissionais da área.

Enquanto existe um número próximo de homens e mulheres formados no ramo, 35% delas não possuem vínculo empregatício. Esse número entre os homens cai para 19%.

Mesmo considerando a realidade do desemprego latente na área da radiologia, a pesquisa evidenciou que as mulheres da área ainda precisam enfrentar o sexismo.

São muitos os motivos apontados pela reportagem, a suposta falta de força física e a possibilidade de engravidar e precisar se afastar dos aparelhos com radiação ionizante são alguns deles.

Limitações
As desigualdades não param no desemprego. Quando contratadas, muitas mulheres são destinadas apenas para funções específicas e acabam tendo seu crescimento profissional limitado.

Mesmo quando a radiologia é uma área extremamente ampla, metade dos profissionais fica limitado a apenas um procedimento. Muitas vezes essa limitação ocorre quando as mulheres acabam sendo destinadas apenas para trabalhar na realização de mamografias.

Salário
A pesquisa da CONTER também dá conta da qualidade de vida dos profissionais de radiologia. Essa qualidade de vida é traduzida pela renda mensal.

32% dos homens recebem a partir de R$ 4 mil reais por mês. Já entre as mulheres, apenas 18% ganham a mesma quantia mensal. Além disso, 34% delas não recebe adicional de insalubridade.

Fonte: http://conter.gov.br/site/noticia/especial-4

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