Monitores para radiologia: exigência para qualidade de diagnóstico

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Peças chave do trabalho, entenda porquê os monitores para radiologia precisam ser específicos para diagnóstico e quais são as diferenças práticas entre os visores médicos e comuns.

Os monitores são parte fundamental do equipamento de trabalho de um radiologista. A qualidade na visualização é tão importante que é determinada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

De acordo com a resolução 2107 de 2014 do CFM, é de responsabilidade do médico radiologista garantir certas condições que impactam diretamente na qualidade do diagnóstico. Dentre essas condições aparecem os monitores para visualização.

A estação de trabalho e monitores devem conter as seguintes exigências:

– Resolução espacial, de contraste, e luminância adequadas às características diagnósticas da modalidade.

– Capacidade de reproduzir o estudo original, incluindo: controle interativo de brilho/contraste, capacidade de manipular rotação das imagens, acurácia em medidas de distância lineares e de unidades Hounsfield para tomografia e capacidade de mostrar dados clinicamente relevantes.

Diferenças técnicas

Portanto, monitores comuns não servem para estações de trabalho de radiologia. Isso porque eles não possuem a gama de cores, contraste e outras requisitos técnicos fundamentais para uma descoberta.

No artigo “Monitores radiológicos: necessidade ou luxo?” da publicação científica “Radiologia Brasileira”, os autores Dr. Luiz Felipe Nobre, Dr. Aldo von Wangenheim e Dr. Paulo Mazzoncini de Azevedo Marques afirmam que a percepção da cor branca por exemplo, pode ter uma variação de “10.000 vezes mais claro que o que percebemos como preto” em um monitor específico para diagnóstico, em comparação com “apenas 50 vezes mais luminoso que o que é percebido como preto”.

Na comparação dos autores, já é possível perceber que a utilização desse equipamento correto já faz toda a diferença na qualidade do diagnóstico.

Modalidades de exames

Segundo os autores do artigo, há uma grande discussão na comunidade médica e acadêmica sobre as necessidades dos requisitos exigidos para a qualidade de cada modalidade do diagnóstico por imagem.

No Brasil, a mamografia digital é a única modalidade que exige monitores com requisitos técnicos específicos diferentes das demais modalidades.

Em entrevista para o UOL, o mastologista Heverton Amorim, presidente da comissão de imagem mamária da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), afirma que não existe uma regulamentação ou portaria do Ministério da Saúde ou da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto aos monitores médicos para laudo de mamografia digital.

Segundo ele, os monitores utilizados devem ser os registrados pela Agência, mas o controle de qualidade deve ser feito pela própria instituição de saúde. Por isso, órgãos como o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) acabam sendo responsáveis por definir parâmetros seguidos pelas clínicas.

Para exames como Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, convenciona-se que os monitores utilizados possuam no mínimo 2 MegaPixels; para Raios-X, 3MP e pelo menos 5MP para Mamografia.

Custo-benefício

Quando comparados com monitores considerados bons de tamanhos semelhantes, os específicos para radiologia podem custar até 100 vezes mais.

Porém, o equipamento específico torna o trabalho do radiologista mais preciso, rápido e confiável. O que se traduz em crescimento da produtividade.

Além disso, um monitor de qualidade apoia também o trabalho da Telerradiologia. Com uma ferramenta de PACS como a da Medcloud e um equipamento de visualização que cumpra todas as exigências necessárias, é possível realizar laudos de qualquer lugar com toda a precisão necessária.

Por fim, esses monitores não apenas melhoram o trabalho para o profissional, eles garantem mais precisão para o diagnóstico do paciente.

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